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Title: [REVIEW] ELEMENTARY - S02E09: ON THE LINE
Author: Rayssa
Rating 5 of 5 Des:
Detectar um serial killer com base em apenas um polígrafo, o qual foi elaboradamente enganado: só Sherlock Holmes mesmo. Aliás, até Wat...

Detectar um serial killer com base em apenas um polígrafo, o qual foi elaboradamente enganado: só Sherlock Holmes mesmo. Aliás, até Watson admitiu que ela não percebeu as atitudes de Lucas Bundsch. Inclusive eu, em algum momento de “On The Line” cheguei a duvidar de nosso amado investigador.

Não tivemos desenvolvimento do procedural nesta semana, mas admito que gostei do episódio. Isto porque ele abordou uma faceta específica de Holmes e a ausência absoluta de provas tornou tudo extretamente interessante. Eu estava na expectativa de como eles iriam realmente provar os crimes de Bundsch, porque toda hora acontecia algo para atrapalhar a investigação. E o resultado não decepcionou.

Vejo muitas críticas à Elementary no sentido de acharem que a série não aborda a história procedural de forma extensiva, focando em casos semanais. Mas é exatamente este o formato da série, trabalhar em casos independentes ao mesmo tempo em que vai contornando as bases para o Season Finale. E neste ponto, Elementary não deixa a desejar.


A morte inicial de Samantha Wabash foi descoberta com muita facilidade, mas eu gostei de ver Sherlock se arrependendo do que fez ao perceber que ela tentara incriminar o homem que havia matado sua irmã. Mas a calma e as atitudes de Lucas Bundsch já me mostraram que o caso seria diferente, porque ele demonstrava confiança e inteligência acima da média.

É interessante perceber como alguém se livrar de um crime mexe com Holmes. Este fator já conhecíamos. Mas Bundsch foi além, provocando o protagonista e fazendo com que toda a investigação fosse perdida. Nesta hora eu tive certeza de sua culpa, pois após anos assistindo Criminal Minds já fica mais fácil identificar um serial killer extremamente inteligente.

Na hora que Tim Spalding mencionou o grupo de suporte online então, eu também já sabia que Bundsch de alguma forma também estava presente no site. Seriais killers adoram reviver seus crimes e estar em contato com os familiares em luto alimenta essa fantasia doente deles.

Gostei da resolução do caso, embora um pouco óbvia. O problema de manter uma pessoa prisioneira por dias é exatamente o fato de você precisar de um local apropriado para fazer isso. E geralmente é este ponto que derruba muitos criminosos.


Também gostei do pano de fundo de “On The Line” em que Joan questionava o jeito de Sherlock, cobrando-lhe mais educação e consideração com outros policiais. Ela inclusive apontou que ele consegue sim ser gentil, mas só estende esta cortesia a ela. O diálogo final foi muito interessante e revelador, tornando nosso Holmes fiel às histórias de Arthur Conan Doyle. Afinal, o Sherlock original é amargo, rabugento e de difícil trato, motivo pelo qual só Watson consegue lidar com ele. E foi exatamente isso que ficou claro no final, que ele é dessa forma e não irá mudar. O que só reforça a atitude de Gregson ao final, o qual também é um dos poucos que consegue lidar com Sherlock Holmes.

E você, o que achou de “On The Line”?

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